A Fanfarra do Coleginho, indubtavelmente, é sensacional. Mas também foi marcada por vários momentos no mínimo curiosos.
Atropelada!
Comecemos pelo primeiro dia de ensaio. Logo depois de terminado nosso primeiro ensaio, nosso primeiro dia; eis que Alessandra seguiu para sua casa quando uma caminhonete bate em cheio na sua bicicleta. Um susto daqueles a Alessandra nos deu. Saber que ela fora atropelada logo no início do projeto foi sinônimo de mal presságio para alguns, mas graças a Deus a nossa tarolista não se machucou muito e continou firme nos ensaios e no desfile.
Reinaldo - O Pássaro Visitante
Certas pessoas "gansam"tanto que se intrometem até quando não estão realmente presentes. O Reinaldo é uma figuraça do 3º ano, muito gente boa e inteligente, mas leva a incrível alcunha de ganso. E quando não está com o pescoção à frente tentando participar da conversa alheia, Reinaldo manda sempre seu representante passar por sobre a quadra velha em todos os ensaios. Regularmente, com horário marcado, o ganso passa sobre a fanfarra e vai direto para a casa dele contar tudo o que aconteceu no ensaio. Ave extremamente territorial, os gansos costumam defender sua morada com muita determinação, às vezes pescoçando por aí. Mas antes que seu território seja ameaçado, essa ave consegue prever os planos inimigos observando os outros. Assim é o nosso amigo Reinaldo, que defende tanto seu território que passa todos os dias sobre o colégio para ficar a par de tudo.
O Sumiço Misterioso da Bicicleta
Mais um fim de ensaio, todos estão contentes pelo resultado das músicas. Vinham todos felizes quando Paloma aparece desesperada: - Roubaram minha bicicletaaaaaaaaa!
Era o fim, alguns pais já se chateiam quando a filha volta mais tarde de um ensaio, agora então os pais de Paloma iam ficar muito sentidos.
- Onde você deixou, Paloma? - diziam os garotos.
- Deixei aqui, bem trancada na grade, na frente do colégio.
- Nossa, como esses bandidos estão ousados. Roubar uma bicicleta bem porta da escola.
Surgem então os boatos: "hoje mesmo roubaram uma bicicleta do menino do 1º ano bem na frente também", diziam uns. "Tentaram derrubar Zenilda da moto ontem atrás da escola" diziam outros. Houve até gente dizendo que um grupo tentava roubar o colégio escalando as paredes e tentando fazer um buraco no teto da sala de informática.
Depois de um tempo a menina até se conformara: - Ah, deixa pra lá.
Chegando em casa ela conta para a mãe que tia ós óculos pausadamente, deixa-os pendurados pela alça no pescoço e lança um olhar ameaçador, como se Paloma agora fosse atingida por lâminas frias de gelo. Apavorada pelo semblante da mãe, ela agora gaguejava para lhe explicar tudo. Mas no final tudo deu certo. A mãe da menina é uma das senhoras mais educadas, pacientes e generosas que já esteve presente na escola. E para alegria da pratista, a bicicleta apareceu no dia seguinte. Uma das irmãs tinha guardado dentro da escola, receosa de que alguém poderia realmente roubá-la.
O inusitado caso das peles rasgadas de Breno
Calma, calma! Não é nenhum caso de tortura, homicídio ou canibalismo. Trata-se das peles do bumbo de Breno, que já foram trocadas 3 vezes. O Breno sempre deixava o seu bumbo lá na sala de instrumentos tranqüilamente quando no dia seguinte aparecia o mesmo com um rasgo em um dos lados. Ninguém havia entrado na sala, ninguém havia esbarado no bumbo. De repente, cansada da vida a pele de nilon simplesmente decidiu optar pelo suicídio por ser tão espancada pelo musicista ensaio após ensaio. Finalmente o Breno encontrou duas peles de bumbo que são masoquistas e gostam de apanhar por meio de uma boa baquetada.
A baqueta de vidro
Tauã, bumbeiro muito precavido, passou todos os ensaios usando o mesmo par de baquetas. Mas tinha um par novinho em folha, que inclusive veio com o bumbo, portanto baquetas originais. Dizia ele que só iria usar as baquetas novas no dia do desfile. Chegada a hora ele começa a estrear as baquetas. Surge retumbante os primeiros sons daquele par de baquetas majestoso, que figurava-se no ar num rodopio elegante até que ia de encontro com o bumbo num troar alto e grave como quem marca com imponência a música. Tudo ia bem quando ainda na primeira música, crack! Uma das baquetas simplesmente se quebra, lançando para bem longe a ponta da mesma.
Felizmente o professor Tadeo estava por perto e ajudou buscando outro par para o Tauã.
Aguardem para mais casos estranhos nessa fanfarra.
Um abraço a todos.