Mostrando postagens com marcador Diário de Ensaio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Diário de Ensaio. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Nada Como Provas e Broncas




Primeiro dia

Olhos sob uma superfície de vidro. Era assim que ele via o mundo. E o mundo era tentativa e erro; com alguns acertos no caminho. Outros olhares cruzavam com o dele. Alguns desolados, outros apreensivos, alguns até eufóricos. Olhos vibrantes e atentos, um piscar poderia apagar a atenção tão necessária nesse momento. Instrumento em mãos...corpo e mente tentando se equilibrar. O nome de uma música seguido do levantar de uma mão com os dedos apontados para indicar a entrada no compasso. O instrumento se coloca em posição de ataque...o coração palpita, os olhos dilatam, o corpo parece se deixar levar e então o primeiro som pulsa iniciando uma prova que dura menos de 2 minutos; mas o necessário para ver a vida passar diante do reflexo dos óculos do professor.

Foi assim que começamos o primeiro dia de nossas provas, numa tarde de segunda-feira. Apesar de muito nervosismo, me muita ansiedade, a maioria dos alunos se saiu...hum!...razoável. Há muito o que melhorar coletivamente e principalmente individualmente. Como deixei claro. As provas desse semestre não serão tão rigorosas quanto as outras pelas quais outros membros já passaram. Até porque cheguei a pouco mais de 1 mês e não posso exigir demais de muitos novatos porque não estive presente desde o início. Ainda que eu tenha sido brando com todos, ainda teve gente que encheu os olhos ao me encarar, outros tenho certeza que choraram ao deixar o ensaio. Ainda outros morreram de raiva de mim e desejaram me ver longe dali. Tudo absolutamente normal. A pressão psicológica é um teste para as apresentações em público e para se criar motivação para superar as dificuldades com o instrumento. Claro que fico morrendo de dó de alguns, mas não refreio em dizer a verdade. A menina do 6º ano, Isabela, morria de medo de me olhar e quase chorou ao me ouvir, mas as palavras foram necessárias para que ela percebesse que a fanfarra não é só festa.


Segundo dia

No lugar do reflexo, olhos vivos e atentos. No lugar da voz esbravejante, a serenidade firme. No lugar da crítica severa, colocações mais brandas. Enfim os olhos da criatura eram visíveis, e deles o olhar lancinante disparou contra a imagem dos alunos que tocavam. Ouvidos atentos e emoção contida, o professor esperava pelo menor deslize do candidato que ficara nervoso momentos antes de entrar no local de prova. Mas eis que de assalto, os companheiros do (a) condenado (a) começaram a vibrar com a música que acabara de se iniciar. O professor atônito olha para trás na tentativa de intimidar a turba em polvorosa. Inútil tentativa, numa corrente de apoio nunca antes vista numa prova de fanfarra, os alunos se uniram em gritos motivadores e aplausos apoteóticos. Virando-se para frente, o olhar de quem fazia a prova já não era mais o mesmo, e os lábios cerrados e comprimidos deram lugar ao sorriso confiante tornando a música uma sucessão de agradáveis sons.

E na segunda parte de nossas provas, a união dos alunos motivou quem fazia prova a tocar com bravura, encanto e segurança. Os candidatos do segundo dia foram melhores. Surpreendentemente percebi que mesmo alguns novatos iam bem, mas muito bem mesmo. Isso motivou tanto o meu trabalho que achei que precisaria dar um tempo a mais nas provas para aqueles que ainda iriam passar por ela. Afinal, não estamos totalmente perdidos.

Quinta-feira negra

Hoje foi a prova de que sem a orientação dos monitores, somente a ala das pratistas pode, ainda que com alguns tropeços, caminhar sozinhas. Sem a marcação d Breno, os bumbeiros erraram feio as marcações mais comuns e os quebras mais do que batidos das músicas. Tá certo que não posso cobrar ainda técnica perfeita, nem grandes evoluções com as baquetas, mas pelo menos a marcação das músicas mais básicas, isso não pode deixar faltar. Também as cornetas erraram demais. Não só em execução, com algumas notas erradas, mas em precisão com o tempo das músicas e as entradas supererradas. Os surdinhos então, nem se fala. O pior de tudo, é a irresponsabilidade de alguns alunos. Há aqueles que sentem dificuldade, mas nem com ensaio particular conseguem ser comprometidos. No ensaio com o Breno, somente a Evelyn compareceu no horário e o Arthur chegou um pouco atrasado. Também no ensaio dos taróis, muita gente faltou, gente que precisa mesmo aprender o básico nas músicas. Infelizmete não tenho encontrado tempo para as aulas teóricas ou exercícios para a galera dos metais; pois perto do desfile o cuidado para com os percussionistas cresce.


E hoje, não poupei desafetos. Não encrespei feio com nenhum integrante individualmente, mas minha paciência para com o coletivo foi se esgotando. Não me ponho irritado por pouca coisa; muitas vezes é a desatenção e a preguiça que me deixam nervoso. Horrível como algumas pessoas ainda não conseguem olhar para o instrutor ao ouvir o apito, como cometem erros bobos de evolução e até o tempo de uma música fácil conseguem errar. E ainda nem comecei a ficar irritado. Quem é veterano sabe que a coisa piora quando começam os ensaios de rua. Acho que isso deve até ser normal para quem é instrutor de fanfarra. Brigar faz parte da rotina para aqueles que ainda não encaram com responsabilidade a coisa. Preparem os ouvidos. A prova de que com muita bronca as coisas funcionam foi a melhora significativa numa execução de Beatles, que tantas vezes erraram. O combustível de aluno desatento deve ser um sapo bem grande. Esses momentos de bronca passam. Os momentos que ficarão quando olharem para trás e se lembrarem da fanfarra serão o de descontração, alegria, emoção e companheirismo. Se não acontecessem essas reclamações de minha parte, com certeza vocês não sentiriam firmeza no meu trabalho. Além do mais, a tendência quando se fica experiente na banda é sempre receber mais e mais elogios e cada vez menos críticas. Uma nova geração está se formando agora na fanfarra. E vocês devem aproveitar as lições para que possam fazer dos próximos dias momentos de pura descontração e conquistas, honrando o nome daqueles que deixaram marcas nessa banda, assim como vocês estão deixando. Minha equipe de trabalho é 10!
E preparem-se amanhã para continuar a virem de casaco e para literalmente suarem com passadas largas, corridas e giros durante as músicas.

Um abraço a todos e boa noite.

sábado, 6 de agosto de 2011

Uma Ótima Apresentação da Fanfarra que Tem um Ótimo Elenco e Ótimos Monitores




Parabéns a todos os integrantes da Fanfarra do Coleginho!
É com essa saudação que começo esse post; pois ontem fizemos nossa melhor apresentação no pátio da escola. Apesar de muitos problemas, a apresentação foi empolgante. Mesmo que em outros anos a emoção tenha tomado conta de nós e da platéia, com direito ao choro de Toddy na primeira apresentação de 2008, nunca executamos tão bem nossas músicas. Na minha avaliação foi a melhor, sem sombra de dúvidas. Percebe-se que muitos ainda se contagiam com as músicas antigas e tem grandes expectativas com músicas novas. Aqueles que ainda não tinham observado uma apresentação da fanfarra ficaram muito entusiasmados.

Isso se deve a um ótimo trabalho de equipe. Sem a dedicação de todos, não teríamos alcançado esse resultado. Cada integrante dentro desse grupo é fundamental. Quando pensar que sua ausência não será sentida numa apresentação, pode ter certeza que fará falta sim. Um só instrumentista ausente é sentido. Por isso, espero que cada aluno possa se dedicar ainda mais e jamais desistir de participar dessa fanfarra. Quero antes de tudo agradecer aos monitores de ala.
Apesar de algumas pessoas acreditarem que eles estão lá só para aparecer, saibam que o trabalho de monitoria é fundamental. Sem o Breno, essa fanfarra nem estaria de pé, ele ainda deve ser a liderança dentro da formação clássica. A confiança nele é tão grande que outros músicos esperam dele ação para muita coisa. Adair, Nathane e Valdemir têm se tornado essenciais. Enquanto o último mostra-se cuidadoso com o equipamento e a performance nas músicas, os dois primeiros são verdadeiros instrutores para os mais novos. Fico feliz de que alguns tarolistas mais novos tenham procurado os monitores de tarol para aprenderem mais. Matheus tem segurado e muito as músicas na ala das cornetas e ajudado aos mais novos a memorizar as músicas e melhorar a embocadura. Finalmente, Mayla e Verônica são exemplos de dedicação e competência. Em se tratando das pratistas, não pensem vocês que eu desconheço uma certa “birra” das musicistas com as monitoras porque eu sei sim que há. Não posso realizar todo o trabalho da fanfarra sozinho, além do mais, aprendi que é importante delegar responsabilidade para os alunos porque eles mesmos se sentem necessários e motivam outros a melhorarem.
Quem não se lembra, por exemplo dos primeiros anos dessa fanfarra? Danilo era o monitor dos Bumbos no primeiro ano, e cumpriu com seu papel de maneira exemplar. No segundo ano ele continuou tocando, mas senti que era hora de Breno ser o monitor, não por questão de competência; pois Danilo era ótimo instrumentista e muito experiente, mas o Breno era mais constante nos ensaios. Nessa mesma época, Paloma foi monitora, ainda que no segundo ano Verônica tenha se tornado também referência nos pratos. E hoje ela está mais que preparada para ser monitora. Nos taróis, sempre temos mais de um monitor; começamos com Camila e Vanessa, depois Camila e Layane e então Valdemir, Adair e Nathane.Nas cornetas não tínhamos monitor no primeiro ano, mas no segundo Fred foi nomeado, e hoje Matheus desponta na vaga. Quanto aos surdos, geralmente os integrantes acostumam-se a deixar o instrumento no segundo ano (o que nem sempre é bom), o que tornou o Anderson o único monitor até hoje (mesmo com as dificuldades, no segundo ano ele melhorou muito e foi importantíssimo).

Uma coisa fica clara com esse histórico: o cargo de monitor é cíclico. A monitoria sempre se renova, está sempre em mudança e um novato hoje poderá ser o monitor de amanhã. Isso não torna os outros integrantes menores, de maneira alguma. O que teria sido dessa fanfarra se na ala dos bumbos não tivéssemos o Tauã, Gustavo ou o Lucas Thiago? E se nas cornetas nunca tivessem aparecido a Mariana, Marcela, Aline e principalmente a Thayline no segundo ano? Se nos taróis não tivessem aparecido o Tárek e a Mariana? Se nos surdos não tivessem aparecido a Camila (hoje pratista) ou a Bianca?

Todos eles foram muito importantes para a Fanfarra do Coleginho. Hoje, temos ainda grandes nomes que não estão na monitoria, mas dedicam muito e fazem bonito. Alguns que hoje se sentem tímidos, se tornarão referência para outros que entrarem. Por isso, não se sintam menores, os monitores estão lá para ajudar, mas eles tem a mesma importância que qualquer instrumentista que está ativo na Fanfarra.

Mas o que é necessário para ser um monitor de ala?
1º - Muita dedicação com a fanfarra – o aluno tem que gostar de verdade da fanfarra, deve se sentir muito bem tocando na fanfarra e emocionar-se por fazer parte dela. O aluno deve defender o grupo e sentir-se orgulhoso de fazer parte dessa equipe.

2º - Ter experiência – o monitor deve ser alguém que conhece o que é um desfile, que já participou de várias apresentações, que tem a “manha” necessária com cada aspecto da fanfarra, e deve conhecer muito bem o seu instrumento e as músicas principais.

3º - Ser constante – um aluno faltoso, ou aquele que acredita que precisa aparecer só nos ensaios mais importantes ou perto das apresentações, jamais poderá ser monitor, não importando o quão bom ele possa ser no seu instrumento. O monitor deve estar regularmente nos ensaios, para não perder nenhum detalhe da rotina do grupo e para ajudar os colegas.

4º - Liderança – o aluno deve ser capaz de tomar frente das decisões; sem arrogância ou temor. Deve ser decidido e criativo; sabendo ter voz dentro do grupo.

5º - Equilíbrio – o aluno monitor jamais deve ser impaciente (tá, eu sei que até o professor às vezes é), deve saber quando direcionar algumas broncas, mas sempre ter o tato de nunca deixar as coisas saírem do controle. Não poderá ser ansioso demais, nem totalmente despreocupado.

6º - Comunicação – os integrantes de ala precisam saber de tudo o que acontece, desde uniformes, músicas, apresentações, coreografias, conflitos, tudo. E igualmente, o monitor precisa saber de tudo o que se passa, pois ele é a ponte principal com o professor. Deve conversar com todos e saber conquistar com o carisma.

7º - Música – deve gostar e muito de todo o tipo de música. Eu sei que todos os que estão na fanfarra gostam de música, senão não seriam membros; mas o monitor deve ser eclético quanto a esse seguimento de arte, e deve procurar diversas fontes. Também é essencial ter certa habilidade musical.

8º - Deve gostar de estudar – sei que há alguns que tocam na fanfarra, mas não são alunos estudiosos. Ainda assim, será muito bom o monitor que se dedicar com seus estudos regulares. Felizmente, todos os monitores que temos hoje gostam de estudar.

9º - Humildade – deve entender que o cargo não é vitalício, outra pessoa pode ser nomeado para o cargo por força das circunstâncias. Bons monitores tiveram que deixar a liderança porque assumiram outras responsabilidades, mas continuaram tocando ainda muito bem e ainda eram integrantes essenciais. Também deve saber ouvir críticas e reconhecer que todo músico sempre continua a aprender.

10º - Sempre defender todos da sua ala com unhas e dentes – O monitor deve corrigir os erros com discrição, nunca deverá expor um membro de sua ala e deverá esforçar-se para que ela seja a ala mais unida, dedicada e principalmente descontraída. Uma ala sempre séria vive em ansiedade e insegurança. Mas também um grupo formado só por palhaços nunca vai para frente. Se o monitor sempre estiver preocupado com o coletivo, tudo pode dar certo.

Bom espero que tenham gostado do post. E isso porque ainda não falei sobre o ótimo ensaio que tivemos ontem, com direito a música nova caminhando para ser bem trabalhada e uma evolução para lá de estranha, mas legal.
Espero que todos continuem a se esforçar bastante e que as diferenças não existam. A união, o cuidado, a alegria, a sinceridade e a emoção devem ser tão grandes na fanfarra do coleginho que outros alunos do colégio possam se sentir com vontade de entrar só para fazer parte dessa equipe especial. Parafraseando um filme: UMA BANDA – UM SOM.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Ensaio, Prova, Dificuldade para Tocar

Boa noite, galera da fanfarra e visitantes.
Hoje tivemos nosso segundo ensaio do segundo semestre. Felizmente tudo ocorreu melhor do que foi ontem; mas infelizmente ainda estamos longe do esperado.
Acredito seriamente no grupo e tenho certeza de que faremos bonito nas apresentações.

Hoje começamos com as mesmas dificuldades de sempre, principiando pela formação. Demoramos muito a estar em ordem, além da preguiça costumeira de alguns, muita gente discute, se estressa à toa e até não sabe o que fazer na formação. Amanhã os monitores de alas organizarão as filas já para a apresentação. Lembrando que os bumbos ficarão do lado direiot de quem chega ao pátio pelo prédio da escola e que a preferência é de que os veteranos estejam na linha de frente; pois os novatos ainda precisam observar alguns detalhes; principalmente na evolução (coreografias, marcha, caminhar, postura, etc.)

Também precisarei, como informado hoje, que os monitores elaborem uma chamada, e os pedidos de luvas e no caso das meninas, meias ¾. Aliás, aqueles que se sentirem inseguros, ou acreditam que precisam de um preparo extra, podem pedir aos monitores, que tenho certeza que eles farão o melhor para ajudar. Afinal, cada um deles defende sua ala com unhas e dentes, eles tocam com paixão e ficam realmente magoados quando há uma crítica sobre sua equipe. Os surdinhos e o surdão precisam URGENTEMENTE de apoio, e como não posso mais começar do zero com eles, pois o tempo é deveras escasso, peço ao Breno, ou mesmo um tarolista ara ajudar esses meninos num horário alternativo. Pode exercer autoridade mesmo. Quando o Adair, Nathane, Valdemir, Verônica, Matheus, Mayla e Breno quiserem, podem marcar os horários (preferencialmente depois do ensaio normal ou meia hora antes no lado direito do ginásio, longe das salas). Podem convocar os alunos e me reportar, quem não estiver presente terá que me dar explicações.

As cornetas sentiram muito hoje o peso de tocar; mas é normal, o clima seco e quente também me abateu e hoje toquei muito mal. Hidratação e proteção labial são importantes, além da higienização do instrumento. Além do mais, parabenizo aqui as cornetas pelo ótimo trabalho, vocês têm evoluído muito.

Segunda-feira teremos uma prova muito, mas muito rigorosa. O repertório será Beatles, Olodum, os dois Funks, Rock, Hip Hop, Disparada e Marcha e Baião para todos. Marcha de Combate, Pink Floyd, Addams e Cupido só para veteranos. Esforcem-se, pois dessa vez eu não poderei perdoar erros. Ninguém sairá desse grupo, pois não vou deixar. É essa equipe que assumi e é com ela que vou desfilar, sem nenhum integrante a menos. Por isso, se alguém encontrar motivos para não continuar após uma superbronca durante a prova, que esqueça logo esse motivo e encontre forças para se superar. Eu mesmo ouço muitas críticas, pois não sou grande músico, ainda estou aprendendo e muito. Mas faço das críticas força para continuar melhorando. Acreditem, essas broncas são muito necessárias num conjunto musical, faz parte. Há aqueles que criam vícios quando tocam, há aqueles que são inseguros, mesmo sabendo as músicas, e há aqueles que acreditam que fanfarra é só descontração. A hora é de responsabilidade.

Mais uma vez quero agradecer àqueles que nos apóiam. Obrigado ao professor Lander por toda a dedicação em ser meu mestre e em acreditar nessa fanfarra. Obrigado às professoras Layane, Cibele, Luciana Batista, Alessandra e tantas outras que nos dão apoio. Obrigado também às irmãs que não fazem resistência e acreditam na educação musical e na irmã Maria Augusta pela força. Um obrigado todo especial à Lilian, que não mais está no dia-a-dia da escola, mas é responsável pelo sucesso desse grupo. Sem ela, talvez a fanfarra nem tivesse começado; pois a maior parte do apoio, da organização, dos conselhos e do entusiasmo partiram dela. Obrigado.

Sexta-feira temos uma grande responsabilidade. Até lá, temos um ensaio amanhã, e ele deverá acontecer sem muita demora e com muita dedicação. Segunda-feira é o dia de por à prova tudo o que aprendemos e ver quem vai chorar e quem vai sorrir. Acreditem, as lágrimas de desapontamento devem acontecer agora para que tenhamos que sorrir nas apresentações.
Acreditem no poder transformador da música, dediquem-se a estudar seu instrumento e a gostar de boa música. Estudem regularmente no colégio e deixem seus pais orgulhosos. Desde já convidem os pais, amigos, avós, tios, todo mundo para o desfile de 7 de setembro. Quem já participou vai se emocionar de novo. Quem ainda vai estrear num desfile com a fanfarra, pode correr o risco de querer sempre participar.
Um abraço a todos!

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Volta aos Ensaios

Hoje foi nosso retorno às aulas e também retorno da fanfarra.
O que pude constatar? Falta muita coisa ainda para um bom desfile.
É fato que músicas novas nós só teremos quando tivermos trompetes e trombones à nossa disposição; e por enquanto isso não é realidade (mas quando for, depois de um temppo será o máximo). Dentre as músicas que conhecemos, muitas estão sendo mal executadas. Muitos ainda não decoraram sequer o ritmo; alguns não tocam e outros estão com preguiça de tocar; some-se a isso a apatia de alguns alunos em frequentar os ensaios. Garotos, 7 de setembro já está aí! Não há mais tempo para nada a não ser deixar tudo bonito. Hoje erramos na evolução, no ritmo, nos quebras, em quase tudo. Foi um ensaio estranho.
Se serve de consolo, as pratistas estavam ótimas durante todo o ensaio e as cornetas começaram mal depois ficaram excelentes.
Não desistam, porque eu não desistirei de um desfile bonito e contagiante. As músicas são as mesmas? Deixa para lá. Se tocarmos bem, de coração e todos juntinhos e com muuita garra, será melhor que inventarmos demais e ficarmos desordenados.
Por isso, quando voltarmos a ensaiar, façam o melhor de si. Toquem com disposição, coreografem, marchem, acompanhem o compasso, façam tudo com muita sincronia e encantaremos o público.
Um abraço e até o ensaio de amanhã.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Hoje Nosso Ensaio Foi Muito Bom

Que título mais besta para um post no blog. Mas tudo bem, criatividade hoje para escrever está zero.
Diferente da fanfarra, que hoje mostrou muita competência. Senti hoje que apesar das falhas, e elas serao corrigidas, o grupo que esteve hoje no ensaio é muito bom. No começo as músicas soaram muito estranhas, bem sem vida. Mas foi só encarar com outros olhos que logo as músicas ficaram melhores.

Os corneteiros tem estudado direitinho teoria musical e estão preparados para encararem os trompetes e trombones. Matheus já está com a embocadura (kkkkkkk), Jordan terá de abandonar a tuba, Waldes já possui muita noção ritmica e as corneteiras evoluem muito rápido (Sheila evolui para sheilinha e Michelly para Michelin, igual aos Pokémons da vida). Eu falei que tava sem noção esse poste de hoje. Já falei né! Não? Tudo bem.

Os bumbeiros começaram a aparecer nas músicas, só falta mais coragem para fazerem essas baquetas rodopiarem o tempo todo. Charles e Ítalo poderão um dia tomar aliderança; mas Breno parece monitor vitalício, e da fanfarra toda. Aliás, obrigado ao Breno por começar o ensaio sem mim, pois às vezes me atraso por permacer com os corneteiros em sala de aula.

Muita gente continua exibida e muita gente empolgado. Ainda bem, essa fanfarra não pode ter gente murcha. Todo mundo deve ser alto astral.

Amanhã teremos a seguinte programação:

16:00 - ensaio para instrumentos de sopro.
16:30 - ensaio para tarolistas e surdistas NOVATOS ou em dificuldade, mas vou precisar do Adair também.
17:00 - ensaio geral.

Por favor, fanfarristas, nada de tocar dentro do ginásio, e o ensaio preliminar será em frete a ele, até acabar as aulas dos pequenos.

Quero agradecer a todos os veteranos que se dedicam e acreditaram no potencial dessa fanfarra; e obrigado também a cada novato que insiste em aprender a nunca desiste porque confia no potencial e no grupo. Tirarei como exemplo a Andressa. Bom temos duas, a Andressa do 9º ano já é muito esperta no tarol; estou me referindo agora a Andressa do 2º ano. Ela nunca tocou um instrumento, no início demorou até ter o básico de noção ritmica, mas já noto que as mãos começaram a ficar mais leves e com alguns toque já memorizados. E ela tem feito progresso porque nunca falta a ensaios. Ela tem sido muito constante e dedicada. Dificuldades podem ser superadas com esforço. Parabéns Anressa. Parabéns também ao Friederick que mostra avanços. Começou a melhorar porque tem tratado a fanfarra com seriedade. Agora só falta confiança e mais habilidade para poder tocar com a mesmadescontração que ele mostra no dia a dia.

Mais uma vez obrigado a todos. Ainda haverá espaço para comentar sobre todos (não me esqueci do Alexandre, que pode vir a ser o melhor surdista da fanfarra), ainda nos encontraremos nos ensaios e aqui no blog muitas vezes.

Que vocês tenham boa música os acompanhando.
Fiquem com Deus e até amanhã no ensaio.

Tchau!

sábado, 18 de junho de 2011

Ser fanfarrista é bom demais.



Olá a todos!
Como estão? Gostando dos ensaios?
Hoje foi nosso ensaio mais prolongado, necessário e dos mais divertidos.
Muitos dos mais novos podem estar estranhando ter que se acostumar com um monte de músicas, quebras, viradas e tudo mais de uma vez. Acreditem, é necessário. Não estou cobrando de ninguém... por enquanto. Os recém-chegados não pode ter a responsabilidade de tocar certinho agora, mas precisam acostumar os ouvidos com as músicas, saber como são executadas. Tentarei colocar mais vezes ensaios específicos, já foram para as cornetas, em breve serão para caixas. Depois de tudo passado com mais tranqüilidade e paciência, aí sim começarão as cobranças. Mas podem ficar tranqüilos, não fico irritado com aqueles que erram, mas são persistentes. Por exemplo, alunos que acabaram de chegar e ainda não desenvolveram perícia com o instrumento como a Andressa (do 2º ano, tarol), o Fried (9º ano / tarol) ou a Sheila (2º ano / corneta)tem se mostrados muito responsáveis e dedicados. Eles tem mais chances de se sair melhores que alguns que acreditam ser ótimos e não tem aparecido nos ensaios. Música também é perseverança. Música é dedicação, não basta dom. Ajudarei a cada iniciante em todas as alas, mas o aluno precisa se dedicar, e esses que citei e muitos outros estão de parabéns.

Também quero parabenizar os veteranos que sempre tem ajudado a passar algumas instruções e principalmente contribuir com o bom humor. Felizmente noto que não há estrelismos, e nem deve haver. Todos sabem que há alguns mais habilidosos, há outros mais experientes; mas sozinhos eles não são ninguém; pois nas apresentações o público escuta um som: A FANFARRA. Continuem assim, com um bom relacionamento uns com os outros.

Nossos dois últimos ensaios foram muito bons. Hoje deixamos as filas juntinhas, juntinhas; marchamos num espaço pequeno, tocamos à vontade, tocamos muito bem, trocamos as filas e tudo mais. Um ensaio digno dos melhores tempos da banda, e é só o começo. Essa fanfarra tem muito ainda o que mostrar. O 3º ano e o 9º aninda mostraram que sabem muito de Português num momento tosco de teste de gramática no ensaio. Coisa de professor lunático. Foram muitos os momentos de descontração. Na segunda-feira não haverá ensaio, na terça-feira haverá apenas para os mais novos e um e outro que precisa de mais atenção. Dessa vez prefiro que somente esses venham ao ensaio. Quarta-feira será nosso próximo ensaio geral. Parece longe, mas serão três dias seguidos de ensaio geral.

Finalmente refaço as palavras do penúltimo ensaio: dedique-se! Aprenda a gostar do seu instrumento. Passe a cuidar dele com carinho. Pode ser uma caixa amassada, um prato com rachadura, um bumbo com o aro torto, mas ele é seu! Ele tem sido seu companheiro dessas horas de alegria. Um dia ele vai dar espaço para o novo; mas até esse dia, faça-o mais feliz, cuide dele. Não deixe seu instrumento nas mãos de outra pessoa. Mesmo que peçam para tocar um pouquinho, pode dizer que o professor não permite e agarre seu instrumento com toda a força. Não o deixe cair, lave cuidadosamente os talabartes, use baquetas novas e de qualidade, deixe a cobertura das baquetas de bumbos bem cuidadas, passe um pano nele e não deixem encostar a mão. Também passe a valorizar ainda mais o seu grupo. Primeiramente a fanfarra como um todo. Essa fanfarra é muito importante. Fazer parte dela não é privilégio que qualquer um possa alcançar. Você escolhe a fanfarra, mas ela também acaba por escolher ficar com você. Zele pelo nome da Fanfarra do Coleginho. Continuar a levar alegria, entusiasmo, admiração e encanto a todos deve ser a nossa missão. Em segundo, passe a cuidar da sua ala. Tenha forte ligação com os integrantes de sua ala. Defenda-a com unhas e dentes e faça de tudo para que ela seja reconhecida como parte fundamental de toda a banda. Faça o som da sua aparecer e se tornar o mais limpo, o mais nítido, o mais alto e o mais bonito.

Nossas apresentações se aproximam. O tempo é deveras reduzido. Mas tenho certeza que com a dedicação que vocês já demonstram ter, conseguiremos superar qualquer obstáculo. Juntos levaremos música e graça a todas as pessoas, pois o som do coração jamais deixará de bater enquanto vocês estiverem tocando.

Um abraço a todos e até amanhã (ou hoje) na festa junina.
Boa música a todos os fanfarristas!

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Um Ensaio Empolgante


Olá a todos os músicos e visitantes da Fanfarra do Coleginho.
Hoje foi o nosso 4º ensaio. Decidi que deveríamos ter um momento de descontração. Por isso tocamos muitas músicas que há muito não eram executadas. Sei que os mais novos se sentiram perdidos, mas o objetivo era na verdade motivar a todos; fazê-los se sentirem animados. E foi o que aconteceu, mesmo que muita coisa tenha saído errada, pelo menos o grupo estava mais feliz e contente em tocar hoje. Estavam tocando por dedicação e não por obrigação. É sempre assim que devem ser os ensaios. A gente tem que brincar, tem que sorrir, pedir ajuda, oferecer ajuda, nós temos que ser unidos. Lembro de uma frase no filme Ritmo Total que me inspira a união do grupo: “uma banda, um som”. Essa frase por si só explica muita coisa.

Bom, realmente é do meu desejo uma apresentação o mais rápido possível na escola. Os mais novos ainda não passaram o gelo de uma apresentação de verdade perto do público. Sei que vocês tocaram no início das festividades do Divino, mas quero que vocês toquem para os colegas, para a platéia bem próxima. Para isso o repertório será: Disparada e Marcha, Olodum, Beatles, Hip Hop e Funk do Lander. Espero contar com a participação de todos.

Voltando ao ensaio, quero dizer que estou muito, mas muito feliz mesmo com o grupo de corneteiros da banda. Há muito não via um grupo dedicado, que não reclama e faz as lições direitinho. Talvez iguais a eles só o primeiro grupo, de Mariana, Alina, Marcela, Toddy. Mas esse grupo tem ainda mais brilho nos olhos. Tomara que se tornem logo um grupo de trompetistas e trombonistas. OS alunos novos no geral tem me deixado satisfeitos, mas é preciso mais ensaios para os tarolistas. E nossos veteranos estão excelentes. Claro, tem um aluno chato e outro, mas tudo bem. A gente tem que conviver com o ego do Valdemir, o cabelo do Adair, a empolgação de Breno, e por aí vai. Calma, calma! É só brincadeirinha.

Espero por ensaios mais empolgantes ainda que os de hoje.
Um abraço a todos e boa música.

sábado, 11 de junho de 2011

Essa banda legal e diferente!


Olá a todos que acompanham o blog!
Hoje tivemos nosso segundo ensaio. Hoje nada, né. Foi ontem, estou com tempo apenas para escrever de madrugada.
Bom... nesse segundo ensaio pude perceber com mais clareza uma coisa que vem se acentuando por causa da descontinuidade do projeto da Fanfarra; e quando falo da descontinuidade não estou me referindo à troca de professores; mas sim sobre a banda parar de tocar por quase 6 meses e voltar aos ensaios junto com novos alunos. Há alunos que estão muito bem em seus instrumentos, só esperando para progredir ainda mais e contribuir também mais com a banda. Outros ainda estão no trabalho de iniciação, e há aqueles que são bons, mas precisam de mais técnica.

Com um grupo assim, é necessário haver aulas diferenciadas. Por exemplo, tarolistas mais novos e os surdistas recém-chegados precisam melhor a precisão no ritmo das músicas, precisam cadenciar melhor as batidas. Tarolistas com mais tempo, precisam aprender novos floreios, enquanto quase todos os bumbeiros precisam além de aprender as músicas, aprender a girar as baquetas. Pratistas novatas não conseguem acompanhar com tanta facilidade música e coreografia, e os corneteiros estão apenas iniciando. Temos uma fanfarra muito heterogênea. Como melhorar tudo isso? Ensaios específicos.

Por esse motivo, terça-feira teremos ensaio para TODOS os mais novos, sem exceção. Às 16h50min começaremos só com os instrumentos da área dos metais: cornetas, cornetões e trompete. Às 17:30 ensaio de todos os novatos. Tentarei passar as músicas mais básicas para aqueles que sentem dificuldade. Na quarta-feira, ensaio geral; e é bom os que estão freqüentes incentivarem os colegas, pois temos menos de um mês para férias e pouco mais que isso para um desfile. Estamos muito, mas muito atrasados.

E sobre o ensaio de hoje. Ora, foi ótimo; muito descontraído. Fiquei muito contente com a entrada de novos membros na ala dos metais. Sejam bem vindos Rafael, Waldes, Lara, meu primo Lucas e Fernanda, que não pôde começar hoje. Com um grupo de metais assim, a fanfarra vai muito longe. Parabéns à Isabela pela chegada aos pratos e ao Fred à caixa. Devo estar esquecendo de mais pessoas e desde já peço muitas desculpas. Na próxima oportunidade eu comento mais.

Espero que todos se sintam entusiasmados. Temos que melhorar as músicas que temos e criar outras para ficar na história do colégio. Foi meio difícil a primeira passada de Gonna Fly Now, mas vocês devem ter percebido o quanto fica bonita se todos fizerem certinho. Essa é só uma das muitas outras que virão. A fanfarra vai estar de cara nova, mas com o mesmo clima contagiante. E vamos empolgar a todos! Arrisco até a deixar vocês mais empolgados com algo que quero arriscar. Uma apresentação no intervalo do colégio nos últimos dias de aula antes das férias. Talvez abrindo os jogos interclasse, quem sabe.
Até lá, boa música para todos!

domingo, 6 de setembro de 2009

Depois de Um Grande Ensaio Há Sempre Uma Grande Apresentação.


Boa tarde a todos.
Ontem tivemos nosso melhor ensaio do ano. O repertório é grande e só foi possível tocar todas depois de algum tempo. Tenho muita confiança no grupo, e apesar de termos criado alguns detalhes no último dia mesmo, tenho certeza que tudo dará certo. Agora imaginem se ao longo do ano todos estivessem presentes e empolgados como ontem? Teríamos muito mais a oferecer, mas os méritos desse ano já são muitos. Temos músicas novas, quebras diferentes, coreografias melhores trabalhadas, tudo indica que seremos ainda melhores que ano passado. Segunda-feira desejo que todos desfilem com entusiasmo, sem nada reclamar, tocando como vencedores realmente com olhos brilhantes e sorriso aberto. Algumas pessoas não puderam estar no ensaio, assim, não me recordo se elas já levaram o instrumento para casa, é o caso de Thaís, Thaíza e outros. Peço aos monitores que verifiquem isso, por gentileza e se possível levem o instrumento do colega ou peça para buscar. Depois de tanto tocar só nos restou arrumar os instrumentos e lanchar. Infelizmente não deu tempo de organizar nosso jogo de vôlei, mas isso pode ficar para o churrasco, mais um motivo de diversão. Preciso ainda que opinem aqui no blog como foram os meses de ensaio que antecedem o desfile. Quem momentos marcaram, o que foi importante, tudo o que fez com que o nosso espaço fosse referência para lembrabças. Espaço este que talvez perderemos ano que vem.

Muito obrigado a todos os músicos, balizas, porta-bandeiras, professores, a irmã Maria Augusta e cada um que contribui para que esse 7 de setembro seja memorável. Que nesta segunda-feira possamos deixar as pessoas encantadas, possamos esquecer os problemas do dia-a-dia que sei que aborrecem a cada um, que nesse dia sejamos um só coração, que sejamos uma banda, todos tocando não apenas pela pátria, pois o Brasil é muito mais que só o 7 de setembro, não só pelo colégio ou pela nossa vontade de tocar e aparecer, mas pela arte, pelos nossos pais e amigos que tanto se orgulham de nos ver fazendo algo que encanta. Que Deus abençoe a cada um, deixem a música entrar no seu interior já pela manhãzinha de segunda ao acordarem. Escutem aquela música que tanto gostam, comam alguma coisa leve e beba água suficiente, fiquem relaxados e divirtam-se. Vocês são muito preciosos, vivam o momento e sejam felizes cada segundo do desfile. Vocês merecem brilhar depois de tanto trabalho. Tenho muito orgulho desse grupo.

Um abraço a todos e boa apresentação!

sábado, 5 de setembro de 2009

Broncas, Camisetas, Festinhas e Um Coração

Boa noite, fanfarristas e visitantes. Há muito eu não posto no blog porque minha rotina de trabalho realmente é muito intensa. Hoje, madrugada de sexta para sábado é que venho escrever.

Primeiramente, muitíssimo obrigado pela festa na terça-feira. Fiquei emocionado e muito surpreso, não imaginava mesmo. Sempre ganhei festas de aniversário no Hugo Lobo, onde também trabalho, 3 festas na verdade. Nunca tinha ganho nenhuma no Coleginho e pela manhã confesso que fiquei desapontado como um menino por não ter ganho uma festa. Pode parecer besteira, mas professor também é gente. Claro que fico feliz com as felicitações, com os cumprimentos e até pelos presentes e lembranças, mas eu queria mesmo uma festa, vou confessar. Então nem imaginava que o grupo de alunos que eu mais admiro nessa escola tinha preparado tudo isso para mim. Foi ótimo! Obrigado aos realizadores, a todos que contribuíram, adorei a camiseta que ganhei da fanfarra e as meias que João Victor me deu, bem como a lembrancinha da Camila Tierling. Isso era tudo o que eu precisava depois do susto de sexta-feira passada. Nunca havia passado mal na escola, de repente sinto uma falta de ar estranha e um aperto no peito. Não consegui dar aula no 4º horário. Ainda não sei o que aconteceu, mas acredito que seja cansaço mesmo. Para fechar mesmo bem o dia, minha noiva linda e que tanto amo, que antes tinha ajudado a organizar a festa na escola, participou comigo de outra festa, desta vez com a família; momentos simplesmente únicos.

A semana seguiu agitada como sempre. Ainda faltam pessoas aos ensaios, desde balizas a tarolistas. Na quinta-feira houve um ensaio geral, que me espantou em momentos como a execução de “Carruagens de Fogo” e me deixou contente, como um momento da “Marcha de Combate”. Emocionado fiquei também com o número de integrantes das alas que formam o tema Passado, Presente e Futuro dos Sagrados Corações.

Hoje o ensaio foi complicado. Muitas vezes tento ficar descontraído e criar um clima de brincadeira, de alegria; mas muita gente confunde descontração com falta de concentração e compromisso. Quando fechava o rosto e exigia mais, as músicas ficavam melhores, assim que eu começava a brincar mais as músicas perdiam o norte. Os fanfarristas devem entender que é preciso tocar contentes, alegres, encarar tudo como um laser; mas sem perder a concentração, o foco na música. Tenho certeza que assim que esse grupo perceber o talento que tem e assumir que devem tocar com “profissionalismo” e descontração, não tenho dúvidas de nosso nome vai brilhar ainda mais. Se muitas vezes perco a paciência é porque é preciso mesmo ser um pouco mais rígido, mas quero que saibam que conheço cada um nessa fanfarra. Conheço o jeito de cada um tocar, um caminhar, a coreografia e o que agrada e não agrada. Fico honrado de tocar com vocês não apenas porque são talentosos, mas porque são pessoas muito boas, são gente de bem, de um coração enorme. São pessoas com quem gosto de associar, são verdadeiros companheiros. Não troco vocês por nenhuma outra companhia de músicos e corpo coreográfico.

Nesta semana recebemos a sonhada camiseta da fanfarra. Ano passado ela não saiu, mas felizmente esse ano ela deu as caras e saiu mais bonito do que eu pensava. Quem ainda não tem a sua e deseja ter deve reunir um grupo de mais de 10 pessoas para fazer novo pedido.

Amanhã teremos um dia atípico. Tocaremos algumas músicas, insistiremos em aprender a segunda parte do Cupido, o Banho de Lua; bem como melhorar o Black Pow ou Boom Boom White. E olha que eu gostaria de tocar o Pink Floyd, mas é impossível agora, quem sabe em Goiânia. Amanhã também limparemos os instrumentos e afinaremos cada um. Também vamos brincar um pouco e esquecer os dias tensos.

Não fiquem preocupados, o dia está chegando e sei que nós vamos mais uma vez abrilhantar o desfile de independência. Peço a todos os fanfarristas que aproveitem o momento. Inclusive de observar as pessoas, fazer amizade com outros músicos. Não é porque tocamos em escolas diferentes que temos que criar uma rivalidade ignorante. Já disse que nessa fanfarra também seremos conhecidos pela educação e classe. Ninguém do outro lado é inimigo, ninguém é estranho, somos só colegas separados pelos muros dos colégios. Que a harmonia e tranqüilidade possam deixar ainda mais bonito esse desfile e convido a cada visitante opinar aqui no blog, mesmo aqueles de outras fanfarras que nos visitam. Unidos um dia conseguiremos mudar a cara desse desfile que precisa ser reorganizado, para que todas as fanfarras tenham o direito de apresentar uma ou duas músicas em frente ao palanque. Unidos conseguiremos um festival de bandas e fanfarras em Formosa bem como inscrição em outros eventos. Juntos só temos a ganhar, mesmo que em escolas diferentes. E aos meus colegas do Colégios dos Sagrados Corações que vão desfilar em qualquer ala, que façam bonito na avenida, para ficar na história o colégio. Às mães e pais que muito nos apóiam os meus agradecimentos. Sem vocês o sonho não seria possível. Sou muito grato pela ajuda de muitos pais para com esse grupo. Aos meus amigos do coração da Fanfarra do Coleginho, um abraço apertado e muitas saudações pelos meses dedicados em cada música dessa fanfarra linda.

Um abraço e boa noite.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

De Olhos Fechados e Coração Aberto


Tudo tem o seu momento certo. Há momentos em que devemos brincar, em outros devemos brigar. Em outros devemos sorrir, e em alguns devemos emburrar. Já se passou o tempo das broncas mais feias, embora algumas delas hora ou outra voltem, e a hora é de maturidade com o instrumento que carregamos, a música.

Desde o início do ano, foram-se muitos momentos bonitos, muitos momentos importantes. Formamos as alas, alguns amigos não continuaram na banda, outros entraram quase que de surpresa; outros saíram ainda perto do desfile de independência. Já colocamos veteranos e novatos numa disputa, separamos a fanfarra em três blocos diferentes para competirem; foram pressionados a errar através de bombardeios emocionais e elogiados por cada show nas apresentações e em cada ensaio bem realizado.

Hoje, não tinha nada muito preparado, a não ser passar o que faltava de Black or White, que para minha infeliz surpresa não tem agradado a algumas pessoas que acreditam que a música está chata ou não se parece nada com a original, embora eu ache melhor que Lirirrixa. Mas na minha cabeça estava a forte imagem de um insight que tive numa aula do 2º ano, quando assistíamos à Minha Amada Imortal, filme biografia de Ludwig Van Beethoven. Eu adoro música, sou apaixonado por um estilo em específico, a música clássica, erudita. E ali percebi numa cena em que se discutia a qualidade de um pianista que alguns músicos da fanfarra tocavam da mesma forma, preciso mas tudo em staccato; ou seja, as notas certas, mas sem vida, sem a chama pulsante que só a música é capaz de criar. E isso acontece quando se toca de forma burocrática, sem preparar o ouvido para bem entender a música ou deixar aberto o coração para filtrar o que há de melhor nela e consertar aquilo que está escapando do belo. Uma fanfarra que emociona o público é a que faz vibrar os espectadores não apenas pela escolha do repertório mas pela forma com que as músicas são conduzidas. É o brilho no olhar de cada músico, a satisfação de tocar, o entusiasmo na postura, coreografia e na emoção contagiante do sorriso que fazem com que a música executada tenha um brilho diferente. Porque música não são apenas notas combinadas, música é a sensação de que o espírito se torna mais ameno ou revolto, música é mexer com as sensações, é brincar com os sentidos, é criar uma revolução dentro de alguém. E isso só se pode ser conseguido se o músico também tiver a música dentro da essência do seu ser. É tocar uma marcha com a precisão de um relógio, mas a emoção de quem marcha para uma triunfante vitória. É tocar um Hip Hop com certo molejo e graça que só os artistas de rua têm. É fazer do Baião um ritmo verdadeiramente nordestino e dançante. É criar movimentos e brincar com os aparelhos de baliza como o bailarino ou o artista circense que corta os ares num gesto rápido. É tocar Rock feliz da vida como se não houvesse nada mais para se preocupar. Tudo isso deve existir quando se toca. Quando fazemos parte de um grupo musical, devemos ser apenas um, e o momento deve ser apenas esse. Somente a emoção da música deve existir entre o olhar atento dos músicos que esperam uma aceno e o instante final em que os instrumentos descansam e os aplausos surgem.

Por isso, hoje tocamos somente com as palmas das mãos, para viver um momento de descontração e para entender em essência as nossas músicas. Por isso tocamos com os instrumentos trocados. Para que pudéssemos dar valor no trabalho de cada companheiro de outras alas e ver como é duro o trabalho deles. Parece fácil, às vezes, mas só quem toca sabe quanta técnica existe ali, quanta dedicação foi empregada. Talvez alguns músicos nunca mais esqueçam a dura tarefa que os colegas têm de seguir com eles em harmonia as músicas que tocamos. Foi de olhos fechados que provamos que a música deve passar por muitos sentidos, mas deve sempre residir no coração. É isso que alguns colegas que tocaram ano passado e agora só poderão ser espectadores vão sentir quando os virem tocar no desfile, mas multiplique por dez essa emoção. Pois pode ter certeza que cada um deles vai ser tomado pela nostalgia e vai ter desejado estar lá, no lugar que vocês ocupam, pelo menos mais uma vez.

Música nada tem a ver com disputa ou inveja, nada tem a ver com brigas ou egoísmo. Música é um estado de graça, é a contemplação da vida e de como ela é maravilhosa através de sons que se combinam numa fórmula mágica que celebra a amizade entre todos que tocam e todos que apreciam. Agradeço muito às palavras de Ingrid, que me deixaram realmente comovido. Não tenho nenhuma formação musical. Sou muito inexperiente em tanta coisa relativo à fanfarra que cada dia é um aprendizado para mim. Mas levo essa fanfarra num cantinho especial no coração, tenho enorme apreço pela mais nobre das artes, mais até que a Literatura de que tanto gosto. Sinto música no meu dia-a-dia e me deixo ser conduzido pela enorme força que ela tem sobre meus sentidos, razão e emoção. Deus é o maior compositor e maestro do mundo. Se nunca parou para pensar, ouça o quanto é singular cada música na natureza, desde as calmas notas de uma chuva leve de verão que cai numa noite pouco antes de dormir, ou a vigorosa batida de uma cachoeira enorme que proclama sua soberania, ou o canto alegre dos pássaros pela manhã e o som despertador de um galo ainda mais cedo. É assim que penso em música na sua forma mais perfeita. Aos homens cabe também o prazer de fazer parte dessa maravilhosa sinfonia que é a vida. E cada um de vocês contribui para que ela seja ainda mais bonita.

Que nos ensaios que nos faltam o prazer de tocar e a inspiração da vida celebrando a amizade possam conduzir-nos pelo sucesso; o sucesso de sermos a fanfarra mais bonita da cidade.

Um abraço a todos e boa música.

sábado, 15 de agosto de 2009

Ensaio de Rua

Olá a todos.
Ontem foi nosso primeiro ensaio de rua e a sensação, como esperado era de estranheza. Afinal, estávamos acostumados com o retorno do som e amplitude dele na quadra velha. Senti a fanfarra tocar muito baixo, muita gente sem segurança do que tocar, coreografias erradas e evoluções descompassadas, além da falta de concentração. Sinto que não conseguimos atingir o nível desejado nem mesmo em referência ao ano passado. Sei que as pratistas vão me xingar, mas é a pura verdade; ontem a prova de que quase todas são fracas demais foram os erros grosseiros e o medo de tocar com as ausências de Paloma e Verônica. Verônica foi ao ensaio mas não pôde ficar até o final. Em uma das músicas, somente Maria Isabel conseguiu acertar o que era para ser feito. O número de taróis é muito baixo. Temos menos gente tocando nessa ala comparado com o ano passado. Isso é ruim porque todas as outras alas aumentaram. E lá na frente é a única ala que não escuto nada. Sério mesmo, não consigo escutar perfeitamente as caixas. Some-se ao baixo número de integrantes aqueles que fingem o tempo todo que estão tocando.

Bom, segunda-feira nós teremos uma CAÇA ÀS BRUXAS no mesmo modelo do que foi feito ano passado na casa da Aline. Quem se lembra sabe que tínhamos pessoas que não conseguiam tocar nada, mas que depois de muito choro e depois de cair na real, conseguiram melhorar e muito. Podem aguardar pela segunda-feira que será terrível para aqueles que só tem atrasado a fanfarra. Não serei mais piedoso. Afinal, essas pessoas são as mesmas que tem se mostrado desinteressadas desde o início do grupo. As mesmas que faltam aulas com freqüência. Não espero que desistam, mas terão que ser fortes para agüentar ficar no grupo. Isso vale até para os pequenos nos surdinhos.

Ainda não verifiquei, mas se houver um bumbo disponível, gostaria de entregá-lo ao Lucas Oliveira, que deixaria então a ala dos surdos. Acredito que o Lucas está desperdiçado numa ala que quase não evolui. O surdo é um instrumento interessante sim, pois ele tem a marcação forte de um bumbo, mas pode fazer floreios como uma caixa. Mas sempre que ensino algo diferente, ninguém aprende, prova disso são as tentativas frustradas no baião e na marcha de combate. Depois o Breno me passa a resposta se haverá um bumbo disponível.

Além do mais, aconselho a quem puder adquirir peles hidráulicas para os instrumentos, afinal a amplitude de som é bem maior com elas.

No mais fanfarristas, espero que se dediquem mais, que possam agendar a fanfarra sempre nos seus horários e cumprir com responsabilidade a tarefa de representar o colégio. E acima de tudo, tocar com vontade, classe e alegria.

Uma abraço a todos e bom final de semana.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Estamos Chegando!

Vocês têm o dom de esmorecer os ânimos da gente em um ensaio e depois reeguer no outro. O ensaio de hoje, embora passamos muito tempo criando arranjos, foi muito bom. E tenho certeza de que vem uma boa música aí.

Desculpe pelas postagens serem mais curtas e infrequentes, mas é que minha nova rotina de trabalho está realmente estafante. Fiquei muito satisfeito com todo o grupo. Fico feliz que pessoas que tanta falta faziam retornaram com muito ânimo.

É isso aí, galera, muita força, dedicação e humildade. Mas não a humildade falsa dos que desejam aparecer, sejam humildes mesmo, reconheçam que temos muito a aprender a cada dia. Mas também saibam que nossa estrela brilha sempre que preciso.

Um abraço a todos e boa noite.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Continuamos Muito...Não Sei.

Depois de dois ensaios maravilhosos, dois dias muito bons em que recobrei a confiança com o grupo, novamente tivemos um ensaio horrível. Mas isso é muito pesado para dizer não? Deve ter havido algum momento bom. Olha, alguns momentos foram de acerto, sem muitos erros mesmo; mas no geral nenhum momento foi bom. De que adianta acertar quase tudo numa música quando ela é tocada sem vida, de maneira forçada e sem segurança? Nada do que houve hoje lembra os dois últimos ensaios. Não pude deixar de notar como o meu tio Gilberto observava a fanfarra, logo ele que é professor de fanfarra. E a única coisa que eu ouvi ele conversar com Breno foi sobre a ausência do grupo, e notei que para ele isso era falta de responsabilidade, com toda certeza. Estar numa fanfarra significa estar todos os dias de agosto ensaiando, mas há pessoas que simplesmente não assumiram o dever. Pecuária? Isso me soa como desculpa. Algumas pessoas eu realmente entendo que tiveram que faltar ou no meio do ensaio tinham que sair. Mas há simplesmente pessoas que não frequentam e pouco se importam com isso. Nunca neguei um pedido que qualquer um que estivesse passando mal, que tivesse que ir para casa resolver um problema, alguém com cólica e tal. Todos passam por imprevistos mesmo, mas insisto em dizer que há pessoas que só ocupam cargo. Ah, mas o ensaio não é tão importante assim, é a mesma coisa. Será? Então porque muitos ainda não tocam direito as músicas mais fáceis? Porque muitos ainda não têm postura e expressão? Por que muitos tocam tããããããããão baixinho com vergonha de errar? Tudo isso só pode ser sanado com uma coisa: ensaio. Qualquer músico faz isso. Apesar dos musicistas profissional saberem ler qualquer música só pela partitura, o ensaio constante ajuda a aperfeiçoar a obra, ajuda a tocar mais com emoção que razão, ajuda o artista a sentir o "feeeling" da música e deixar tudo fluir mais naturalmente. Uma peça em qualquer instrumento é ensaiada inúmeras vezes antes de apresentada, ainda mais em se tratando de um grupo grande.

Sei que é ruim estar lendo mais uma vez isso aqui, que já está chato somente levar sermão, mas a verdade é essa: não estamos preparados mesmo para uma apresentação de alto nível, por muitos motivos:
- irresponsabilidade com a frequência;
- desatenção com as músicas tocadas;
- falta de interesse em estudar o instrumento;
- falta de interesse em conhecer melhor a música perguntando aos colegas ou ao professor;
- insegurança na hora de tocar, tocando baixo ou esperando o colega começar para saber o que fazer;
- por último, falta de capacidade criativa do professor.

Isso mesmo, as idéias para criar uma música, uma arranjo diferente ou adaptar alguma música simplesmente sumiram. Por que? Não sei, uma fase ruim talvez, mas o estado de espírito da fanfarra me ajudava muito a criar. Bons tempos em que eu sofria com a disciplina do grupo, mas pelo menos tocavam bem. Agora a fanfarra caiu na apatia quase que completa, tocando sem vontade, com muita "burocracia". Ainda lembro de como foram criadas algumas das últimas músicas. Gustavo, Verônica, Vanessa (que por sinal desapareceu) e eu estávamos na sala de instrumentos e eu pedi ao Gustavo que tocasse algumas notas. Depois tentei tirar na corneta uma coisa ou outra para encaixar no ritmo. Em seguida criei um arranjo no tarol. Vanessa melhorou o que eu fiz na corneta e Verônica conseguiu um arranjo nos pratos que depois mudei levemente e fiz o ponto do surdinho. Pronto, estava aí a primeira parte do Hip Hop, depois foi questão de tempo para eu criar a segunda parte e hoje um pequeno break. Também Carruagens de Fogo foi uma música que eu decidi colocar para a banda contra a vontade de muitos que diziam que não parecia nada com nada. Depois de um tempo tocando só a primeira parte lenta e normal da música, decidi criar uma segunda parte mais animada e solta. Isso porque a inspiração vinha fácil. Hoje não sei o que acontece, talvez eu esteja trabalhando demais e não consigo mais concentrar em trabalho novo. Para escrever no blog torço para sair mais cedo do trabalho. Mas é certo que o desânimo do grupo também me desanima. Fiquei muito tempo com Thriller na cabeça e tinha até tentado alguma coisa. Mas hoje vejo que é uma tentativa frustrada, ainda não dá certo com o que tentamos e não tenho nem idéia do que fazer. Pink Floyd felizmente ainda dá para ser trabalhada.

Por isso abro aqui o canal de comunicação do blog para sugestões, conselhos, desabafos, palavras de incentivo, opinião sobre o grupo, o professor, as nossas metas. Gostaria que todos participassem. A opinião de vocês é relmente muito importante para mim. Hoje já é 7 de agosto. Um mês apenas para o desfile de independência e outras apresentações.

Um abraço a todos.

Boa noite.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Continuamos Muito Bem.


Como está a fanfarra do Coleginho? A resposta para a pergunta que muitos me fazem está aí em cima. Há dias de ensaio em que ficamos realmente muito carregados, muito estressados. Mas felizmente os dois últimos ensaios mostraram muito que com um pouco de empenho, dedicação, entusiasmo, disciplina e humildade conseguimos manter nosso status. Claro que muita gente me pergunta isso sabendo do que ocorreu ao passado e o que pode vir a acontecer esse ano. Todos apostam muito na escola concorrente, e realmente eles estão tocando muito bem. A expectativa de muitos de que eles voltariam com tudo se confirma, mas nós não vamos desapontar, vamos surpreender novamente. Hoje ouvi a opinião de uma tarolista com muita experiência, a Samara. Ela tocou por dois anos em outra escola e queria saber o que ela achava da nossa fanfarra. Ela me disse que na outra escola eles apenas tocavam músicas mais marchadas, como as fanfarras de maior tradição. Aqui na Fanfarra do Coleginho é diferente, a gente toca músicas animadas e faz coreografias. Fiquei muito entusiasmado com a resposta. De fato só há duas escolas que tocam ritmos diferentes das marchas, mas só há uma que tem toda essa animação, respeito, elegância e coreografias: a nossa. A Fanfarra do Coleginho, creio eu, já criou uma identidade em Formosa, um jeito diferente de ser. Que importa que outros tenham músicas melhores ou mais conhecidas? Que importa se as outras têm técnicas mais apuradas? O mais importante eles não têm: o jeito Coleginho de ser. E não falo isso para ofender ninguém não. Falo porque acredito que um grupo deva ter certa identidade. O coração batendo, com certeza se firmará como uma importante marca nossa, e nossa marcha de combate uma música seleta para o grupo.


Não há como deixar passar a tristeza que sinto por colegas que têm faltado muito aos ensaios. Às vezes não dá para conversar com todos, mas cada vez que vocês tocam,eu observo cada um. Às vezes tento me comunicar até com o olhar, e percebo a ausência de pessoas que são essenciais para o grupo. Reafirmo para que me ajudem a motivar essas pessoas a não mais faltar aos ensaios. Teremos apenas mais alguns ensaios e já será 7 de setembro. Também preciso de sugestões para resolver nosso problema de transporte para Goiânia, porque o nosso desfile já está confirmado, faltando apenas a condução, e a professora Nádia tem me dado muito apoio com isso.

Hoje também fiquei feliz pela presença da Dona Irá, mãe da Lilian e filha da Dona Raimunda, acompanhada da irmã Kalu e Gabriele, gostaria de ter oferecido alguma música, mas nos ensaios, às vezes, fico muito atento ao desempenho do grupo. A presença delas só aumenta a motivação de tocar pois são admiradoras da nossa fanfarra.

Bom, para finalizar, meus parabéns a todos os músicos, sem exceção. Talvez os surdistas ainda precisem de um bom puxão de orelha, mas vou deixar passar. As modificações que fizemos em algumas músicas foram muito bem vindas, outras ainda precisam de muito ajuste, mas tudo tem seu tempo. Cada vez mais tenho certeza de que seremos destaque na cidade. Assim que nossas músicas estiverem perfeitas, cuidarei mais da parte de evolução das alas, coreografias, comandos e tudo o mais.

Espero ver vocês tão animados quanto eu.
Tudo de bom a todos e...
Boa música!

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Último Ensaio e os Melhores do Semestre

Hoje chegamos ao fim de nosso primeiro semestre na Fanfarra do Coleginho. Foram dias e mais dias de muita diversão, companheirismo, broncas e muita muita música. Devo dar os parabéns a muitos e esperar que outros possam se recuperar ou ao menos se esforçar mais.

Foi um dia muito bom de ensaio, infelizmente nem todos estavam presentes, como sempre, entre esles veteranos que precisam se aperfeiçoar. Mesmo assim, foi um ensaio tranquilo, leve, que ainda deu espaço para brincadeiras e alguns lances comédias, como o cruzamento das alas e a cumprimento dos músicos. Daqui a pouco vamos ensaiar passos como Olha a Chuva! e Beiju. Vai virar uma Fanfadrilha, uhauhauhauha.

Foram premiados os melhores do semestre, alguns nomes eram certos devido o esforço notável. Na ala das Balizas ganhou a Ellen; embora essa ala apresente PROBLEMAS DEMAIS, e com certeza porque elas inventam de ensaiar sem a fanfarra. Entre os bumbeiros, o vencedor foi Gustavo, que mostra disciplina e atenção, embora fique de cara amarrada para coreografar; ainda assim, é um dos bumbeiros mais regulares, e confesso que foi a eleição mais difícil, pois os outros indicados eram muito bons. Nos taróis deu o empolgado do Valdemir, que quando não desespera é muito bom mesmo, o garoto sabe tocar. Nos surdos deu Lucas Oliveira, que se mostra compenetrado, não erra e ajuda muito os novatos no aprendizado. Nas cornetas sib o vencedor foi Fred Miranda, que com um sopro potente e ouvido musical se destaca muito no grupo. Nos cornetões e tuba venceu Sávio, que é quem mais segura com competência os sons graves lá no fim da fila. A revelação masculina foi Lucas Thiago, vulgo Pêssego, que se revelou muito esse ano, uhauhauhahuua. A revelação feminina foi Caroline que aprendeu muito rápido e se dedica bastante. A melhor pratista foi Paloma, todos da fanfarra e fora dela são unânimes em dizer que Paloma é a melhor pratista, e acredito que a melhor não do Coleginho, mas de Formosa. Isso não foi conquistado só com talento, ela nunca falta ensaio e sempre está atente e ouve críticas sem reclamar.Finalmente o melhor fanfarrista foi Breno, que jamais mede esforços para que alguém toque bem, que luta para consertar e conservar os instrumentos, que empolga a todos e adora a fanfarra. Parabéns a cada um. Lembrando que eu tinha nomes que considero muito importantes, pessoas que simplesmente são excelentes no que fazem e que nunca preciso chamar a atenção, como Verônica, Lucas (corneta), Laiane, Samara, Camila, Matheus, Renato, Larissa e outros.

Espero que vocês tenham se divertido nesse semestre. Continuarei por aqui no blog quando puder. Que vocês tenham boas férias e escutem muita música boa.

Um abraço a todos! Parabéns!

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Pede pra Tocar! Pede pra Tocar!


Eram 17 da tarde, o sol despontava no horizonte e uma onda de calor emanava do cimento da quadra. Pontualmente os músicos chegaram, e com eles o nervosismo. Hoje teriam não um dia de prova, mas O dia de prova.

O professor, que maquiavelicamente estampava um sorriso, selecionou 3 monitores: um bumbeiro, uma pratista e 3 corneteiros. Pediu-lhes que formassem um grupo, e assim eles foram escolhendo seus companheiros. O teste era simples, cada grupo seria avaliado em diferentes critérios e em cada execução haveria aqueles que seriam eleitos destaques. Todos os grupos foram avaliados em música, coreografia, comando, tarolista solo e bumbos. Nesse momento todos ainda se divertiam; mal sabiam que o professor aguardava o momento de desferir-lhes um golpe.

O que se seguiu depois foi um teste de resistência, um teste sob pressão psicológica. As filas estavam impecavelmente formadas, podia-se ouvir o ranger de dentes de Ingrid e a respiração de Thailiny, embora não se precisasse fazer muito silêncio para ouvir a respiração desta última. Os olhares estavam todos ao redor da figura do professor, que exibia um outro semblante, uma cara amarrada; cara de pão-de-queijo saído do forno. Erguida a mão, os músicos já se preparavam; ao sinal todos tocaram como já haviam feito. O que seguiu durante as músicas foi pura tortura. O regente para em frente a Bianca Fandangos:
- Vamos, Bianca. Erre! Mas erre feio pra todo mundo ver. – Dizia ele. A moça tentava se concentrar, as mãos seguravam as baquetas tal qual o médico segurando o bisturi. A testa enrugou, os olhos se fecharam e na mente dela só a música. Mas entre cada batida do tarol ela ainda escutava:
- Não acredito que você seja tão ruim assim.


Caminhou ele com um passo pesado, as mãos para traz como o carcereiro que ri do preso, só esperando pela próxima vítima.
- Você é horrível, Carol. Pede pra sair do grupo. Ainda dá tempo. Você é péssima.
Caroline, exibindo seu novo penteado, segurou os pratos com tanta vontade que nem uma mãe seguraria tão firme seu filho se este estivesse em perigo. Fez de tudo para não se abalar, mas algumas notas passaram erradas depois de um sermão desses. E ele ainda se divertiu um pouco mais.
- Triste o seu jeito de tocar.
Mesmo assim, a pratista foi determinada e não entregou os pontos. Agüentou a pressão e começou a tocar melhor.

O professor continuou sua busca pela presa perfeita. Ele acabara de avistar um rapaz. Um garoto fortinho, todo descontraído e alegre, que tocava com uma vontade sem igual. Ele exibia uma cabeleira a la Tim Maia, camiseta larga para facilitar os movimentos e tocava bumbo como poucos. Foi quando o instrutor disse:
- Horrível, não é?
- O bumbo?
- Não, você!
O semblante do garoto foi de completa decepção. Logo ele, que se dedicava com tanto afinco. Que ficava horas e horas consertando os instrumentos só pelo prazer da música e que nunca faltava um ensaio.
- Por que eu?- Pensou Breno. – Esse cara tá de sacanagem comigo. Não pode ser.
Quando ele parou de pensar, seus olhos perdidos se voltaram, e ele se assustara com o professor que ainda estava parado na sua frente, ainda carrancudo e cheio de marra.

- Por que você ainda não saiu do grupo? – Disse o sádico regente à menina-fante.
- O que?
- Por que você ainda não saiu do grupo?
- Por quê?
- Porque você é péssima.
Nesse instante, um vento muito forte passara pela quadra velha. Era a respiração de Thailiny que ficara ofegante depois do que foi falado.

- Você toca igual a uma mocinha, Lucas Thiago.
- Eu?
- É. Você é o que? Um homem ou uma garotinha.
- ...
- Você toca igual a uma mocinha, um pêssego.

Não se dando por vencido, pois gostava de testar a paciência dos alunos, o professor continuou seu teste. A única bumbeira do grupo seria agora o alvo.
- Ingrid, tanto tempo aqui e você ainda toca desse jeito?!
- De que jeito?
- Muito mal! Está péssima, horrível!
- Mas o que eu estou errando?
- Tudo. A música toda tá sem graça por sua causa.
Nesse instante, a garota tocou cada nota como se fossem as derradeiras, como se estivesse em jogo sua integridade. Ela passou a tocar com precisão cirúrgica, além de rodar as baquetas em todos os sentidos, num malabarismo frenético.

Em seguida, tivemos os momentos mais desesperadores. Paloma estava toda concentrada, tocando de forma vibrante seu par de pratos. Nem cabeleira ondulada que ia pra lá e pra cá ou a franja que caía nos olhos era capaz de tirar-lhe a vontade ou a concentração. Sem perceber o professor já estava de frente para ela.
- Eu pensei que você nunca fosse perder seu posto, mas não vai dar para você ficar como monitora não.
- O que!
- Foi o que eu disse. Você está péssima, está horrível.
- O que eu fiz de errado?
- Você tem errado muito ultimamente.
Antes que ela pudesse dizer qualquer coisa, a única coisa que viu foi a figura do instrutor dando-lhe as costas em sinal de desapontamento, até que sua vista embaçou e os olhos fizeram força para não chorar.

Não tiveram a mesma sorte outros dois. O professor já sabia que Mayla era uma vítima fácil de seus planos ardilosos. Ao se aproximar dela já foi logo ríspido:
- Não vai dar para você continuar. Você erra demais. Faz tudo errado. Toca direito!
Não havia qualquer chance de ela dizer alguma coisa. Todos sabiam que Mayla era a menina mais sensível da fanfarra, tem muita determinação e toca bem; mas seu estado emocional é frágil. Não demorou para ela sair da formação, respirar um pouco e se derramar em lágrimas. Vinícius, então, o tarolista novo; nem teve a atenção chamada, mas chorou como o condenado que vê a forca: - Ele não gosta de miiiiiiiiiiiiiim! Eu não vou conseguiiiiiiiir!

Quando todos ainda se recuperaram do susto, o professor exibiu um sorriso e dissera que tudo não passava de uma brincadeira. Na verdade um teste. Era preciso que os músicos se concentrasse e jamais perdessem o foco na música, não importava o que se dissesse.

Ainda assim, disse que alguns alunos passavam a estar em observação. Que estes deveria procurar ajuda com os monitores, com o professor ou qualquer outro colega. Os novatos não devem se preocupar, pois foi o próprio instrutor que os escolhera e ele tem plena confiança no trabalho de vocês. As veteranas que estão em observação devem ter a mesma determinação de aprender como tiveram no ano passado, e os escolhido, não podem deixar de aprender cada vez mais.

Um dia desses ainda encontrei esse professor pior aí, paramos para conversar sobre o trabalho. Eu insistia em dizer que os jovens de hoje nada querem e que não há chance para a educação. Felizmente tive os ânimos mudados quando ele me respondeu:
- Olha, sei que é dificílimo ser professor. Os momentos de desgaste são muitos, mas há ocasiões em que meu trabalho é o melhor do mundo. Vou te falar de um grupo talentoso que tenho numa escola ali chamada Colégio dos Sagrados Corações. Os meninos saio supereducados, nem todos estão dispostos a aprender, passam o tempo todo faltando a ensaios. Mas muitos se dedicam com o coração todo. São momentos que vivo ali que jamais trocaria. Claro que há muitos outros momentos mágicos na minha vida, momentos em que divido, por exemplo, as estrelas no céu com a única pessoa que toca meu coração de verdade. Mas quanto ao trabalho, esse grupo, a fanfarra, consegue me motivar cada vez mais a ser uma pessoa melhor. Me faz acreditar que os jovens ainda hoje estão dispostos a ser pessoas melhores. Ali encontro companheirismo, espírito solidário, diversão e estudo. Quem diz que tudo ali é brincadeira é porque não sabe o quanto eu sou exigente. Muitas vezes tenho que falar alto com alguém, ou mesmo dizer umas verdades para que o aluno cresça, para que seja melhor no que faz. E tudo isso compensa muito. Sei que depois das broncas, a dedicação aumenta, a disposição em mostrar garra e competência de tanta raiva guardada por mim faz dos alunos excelentes músicos. Os outros momentos também são importantes, e são muitos. São momentos em que fazemos piadas uns dos outros, em que colocamos desafios e brincadeiras para testar cada um, momentos em que o companheirismo faz de nós uma fanfarra diferente. É por tudo isso que ali no Colégio dos Sagrados Corações temos uma outra família. Claro que nunca poderemos comparar nossa família de verdade ou mesmo as pessoas mais importantes das nossas vidas. Mas ali, temos uma união sem igual, um espírito coletivo e uma vontade de fazer bonito, como nunca se viu. Cada vez que a fanfarra toca o coração, são os nossos corações também que se estremecem. Cada vez que conseguimos aprender algo novo somos tomados por uma sensação de vitória como poucas vezes iremos viver. Sempre que nos olham, muitos desejam estar nos nossos lugares. Depois que tudo acaba e o silêncio fica por ali, só não sentimos um vazio porque estaremos ali de novo. Mas quando isso não mais acontecer, vão ficar as lembranças de tudo de bom que lá passamos. Naquele lugarzinho antes abandonado ficam os talentos. Ali onde só havia o silêncio reina a música. É nesse lugar que fiz amigos, nesse lugar que me sinto bem. Tenho enorme cuidado e carinho por todos. Por mais que alguém insista em dizer que eu não dou a devida atenção, saiba que meus olhos e ouvidos sempre acompanham todo. Sei como cada um toca, os trejeitos de cada um, os medos e receios, as dificuldades e as histórias. Não morro de amores por muitos alunos. Pela maioria e apenas sou professor e mantenho uma relação profissional. Mas há alunos que conseguem me cativar, e muitos deles fazem parte desse grupo. Há outros que admiro muito, e ainda não entraram para a banda. Mas eu sou paciente, ainda vou esperar. Outros nada querem com a fanfarra, e ainda assim sinto enorme admiração. O magistério é realmente difícil, mas momentos tão encantadores como esses mês fazem acreditar que ser professor é realmente para poucos, que o magistério é para a vida. E lá na quadra velha admiro a vida em todos os sentidos. Fico emocionado com os pássaros que passam por lá, com o pôr-do-sol que nos recebe e com os amigos; além da pessoa que mais amo, a minha noiva, que às vezes vão nos fazer companhia. São por esses momentos sublimes e pelas pessoas maravilhosas que os meus alunos e amigos são que digo que ali não temos apenas uma fanfarra, mas a Família da Fanfarra do Coleginho.




Boa noite e boa música.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Atendendo a Pedidos

Olá a todos.

Estava meio ausente aqui no blog porque estou muito ocupado com provas, simulados e tal. Mas decidi passar aqui só para comentar brevemente. Aliás, talvez eu volte a postar diariamente aqui, mas às vezes postarei qualquer coisa só para enrolar mesmo, uhauhauhauhaa; e tentarei ser breve em comparação a outros textos meus.

Bom, começo dizendo que fico feliz com a presença dos novatos; temos muitos, aliás. Júlio, Yasmin, Gabriela, a volta de Raiana, os dois meninos que não sei o nome da sexta série, etc. Fico feliz por todos e espero que consigam encontrar na fanfarra muito companheirismo, talento e momentos inesquecíveis. Ainda temos que batizar a todos eles, então vão logo pensando sobre o que faremos.

Ah, Breno e companhia e Valdemir e companhia consertaram novamente de novo e outra vez alguns bumbos e caixas respectivamente. Peço agora aos músicos que tomem cuidado com os instrumentos. Não os deixe nas mãos de outra pessoa. Não toquem com baquetas com pontas muito finas (taróis) ou sem uma cobertura ideal (bumbos). Pedirei só desta vez que os bumbeiros se reúnam e forrem as baquetas com uma cobertura nova, inclusive com uma espuma. Façam trabalho de equipe e arrumem todos juntos. Nada de cada um que arrume o seu. Ah, os garotos tem de pagar Adair; esparadrapo custa muito caro. E paguem Breno também. Alguns garotos compraram da irmã peles para caixa; e olha que fiquei muito surpreso com o preço, estava muito em conta e não estou aqui pagando pau não. Tá barato mesmo. Acredito que o que ela fez foi comprar, assumir parte da dívida e repassa a um preço menor. Quem quiser ir garantindo seu par de peles, que peça logo à irmã Maria Augusta, pois é difícil encontrarmos no mês de agosto. Isso vale para os bumbeiros que deveriam tocar de peles novas no desfile cívico.

Hoje foi um dia tranqüilo, muito tranqüilo. Como vocês perceberam, cobro muito durante os ensaios, brigo bastante, principalmente como quem nada quer. Mas próximo de alguma apresentação tento deixar o clima descontraído. E foi o que aconteceu hoje.
Tocamos todas as músicas, separamos as filas (aí aparecem aqueles que não conseguem tocar), brincamos de quadrilha, foi o máximo. Houve muitos momentos dignos de aplausos devido a dificuldade de se tocar espalhado, como a primeira vez da Marcha de Combate. Digno de nota também é que Fred e Thailiny adaptaram Estúpido Cupido e eu arranjei com a percussão. Parabéns aos dois pela iniciativa e pelo ouvido musical.

Segunda feira próxima temos o dever de abrir os jogos internos. Se no ano passado tínhamos uns 35 membros, hoje temos mais de 50. Também se tínhamos apenas umas 5 músicas (todas emprestadas), hoje contamos com quase 15, e com exceção das que já foram citadas pegando emprestado (e até melhorando), são todas composições originais (Marcha de Combate; Música Sem Nome; Cadência), adaptações de temas populares que nós arranjamos por conta própria (Twisted And Shout – Beatles; Rock Around O’ Clock; Estúpido Cupido) e arranjos menores originais que fazem parte do conjunto de outras músicas (Palomo). Assim, com tantos musicistas e tantas músicas, a tarefa é ainda mais difícil; além de que temos muitos novatos.

A partir de próxima semana entramos praticamente nos últimos ensaios, terminamos no dia 30 de junho. Teremos ensaios de segunda a quinta. E assim que voltarmos em agosto teremos ensaios todos os dias da semana. E não serão perdoadas faltas, somente por motivo de força maior. Reservarei apenas 1 dia da semana como facultativo (sexta-feira) nas duas primeiras semanas. Preparem-se porque ainda terão Semana Sociocultural.

No mais, o grupo está de parabéns pela alegria, pela descontração, pela responsabilidade e pelo esforço de fazer bonito. Há ainda muita comédia por aí. Leonardo dando ataque numa música; Adair começando no um quando deveria depois do dois. Os bumbeiros não tocando numa música; a presença do Duende Do Bumbo Velho; tem muita coisa.

Espero vocês segunda-feira no colégio às 7:15; todos de uniforme branco e calça jeans (favor entrar com o uniforme e só vestir a calça depois). Estou sentindo muita falta das balizas. Sei que elas estão ensaiando separado com as músicas gravadas, mas a presença delas é importantíssima nos ensaios. Sei lá, tava tão acostumado que as balizas traziam uma certa descontração, euforia; que agora a ausência foi sentida. Espero que elas estejam preparadas para segunda.


Um abraço a todos e boa noite.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Fanfarras e Fanfarra

Hoje ao sair do ensaio fui surpreendido por um som de fanfarra muito bonito e muuuuuito alto. Não, não era a fanfarra do Hugo Lobo, muito menos a nossa. Era a fanfarra do Franklin , se não estiver errado. Isso me fez refletir no seguinte. Ano passado fomos os melhores, sem dúvidas, e digo isso sem qualquer defesa só porque estou na Fanfarra do Coleginho. Foi um feito único. Reunir um grupo de pessoas que nunca tocaram liderados por alguém que nunca ensinou e conseguir fazer história foi emocionante. Mas esse ano as coisas apertaram para a gente. Primeiramente, há aqueles fanfarristas que nunca pararam de ensaiar, caso do Hugo Lobo, que melhorou bastante. Está muito bem e caminha para a excelência novamente. E há aqueles que começaram depois da gente, caso de todas as escolas municipais, que têm melhor preparo, melhores instrumentos e principalmente, pessoas que já tocaram antes, que conhecem muito de música e que são muito regulares e bastante disciplinados. E no meio disso tudo estamos nós. Um grupo sem preparo de teoria musical, que começou um mês antes das municipais, que tem metade dos musicistas veteranos e a outra metade de novatos. E que infelizmente o professor deve fazer de tudo para que os alunos fiquem freqüentes no grupo e se esforcem. As outras escolas evoluíram tanto que até copiaram nosso jeito de tocar. Nenhuma escola antes fazia coreografia, nem tinham balizas com swing pois; agora não é surpresa que as outras estão ensaiando com passos marcados e com balizas mais dinâmicas. As músicas de muitas escolas eram presas na batida das marchas; hoje elas estão tocando ritmos populares como a nossa.

O fato é que as outras fanfarras evoluíram muito em menos de 1 ano. E nós? Bem, nós conseguimos também avançar em alguns pontos, mas muito pouco comparado com o ano passado. Claro que acredito que o grupo que tenho hoje é muito melhor que o do ano passado. Estamos bem melhores, mas ainda assim longe de onde poderíamos chegar. É difícil ensinar para aqueles que se esforçam muito e para outros que só enrolam. Sinto que se o grupo se dedicasse mais, se cada ala fosse mais unida, teríamos músicas mais cheias de quebra, com viradas, coreografias mais certas, introduções diferentes e outras músicas para ensinar. Infelizmente sou obrigado a repassar as mesmas lições porque algumas pessoas simplesmente não se esforçam em aprender. Do outro lado temos alunos que são constantes, que trabalham muito e ficam no mesmo aprendizado esperando pelos outros.

O pior é que minhas expectativas não são boas, sinto infelizmente que o grupo vai diminuir, assim como no ano passado. E a falha não é não dar conta de tocar, porque todos podem. A falha está em não se esforçar, não pedir ajuda; fingir que está tocando, tocar desmotivado. Isso tudo me irrita. Pois a fanfarra é um lugar de laser, de descontração, mas não se pode enganar os colegas, porque há outros que queriam muito estar com um instrumento na mão. E isso vale para a fanfarra toda, inclusive balizas.

Já conversei com o professor Joaquim e a professora Inaiane, semana que vem passo a lista com os nomes e as notas de cada um, e sei que muita gente vai ficar de cara virada para mim, mas não vou ser injusto com quem dá o sangue por esse grupo. No bimestre seguinte, conversarei com o Welder e Gilberto ou Oberdam e Nádia. E no bimestre que vem será muito mais pesada a dinâmica de ensaio, porque serão meses próximos de nossas maiores apresentações.

Após as provas para os taróis, teremos provas para as cornetas, sugiro que os corneteiros ensaiem sozinhos amanhã com o monitor após as 17 h, pois sei que muitos não conseguirão se não melhorarem. Há ainda músicos com erros primários, como inflar as bochechas para tocar. Tá, eu sei que minhas bochechas estão sempre infladas, mas isso não vem ao caso.

Na prova para tarolistas tirei as mesmas conclusões previstas. Valdemir, Tárick e Laiane se sairam muito bem. Estou sentindo falta de Mariane, que é um dos nossos maiores nomes. Ah, e talvez minha irmã (a Juliana) volte para o grupo. Samara era uma das musicistas que eu mais aguardara, justamente porque ela toca com uma técnica diferente e é muito boa no instrumento. Ela foi bem na prova, aprende muito rápido (acho que é a menina que aprende mais rápido no grupo), mas pode se destacar ainda mais. Pode ser a melhor se for mais constante e mais regular nos ensaios. Joyce não foi bem; mas a culpa não é do esforço que faz porque ela sempre vem aos ensaios e sempre presta atenção nas lições, ela só tem certa dificuldade mesmo de se encaixar na música. Nathane é outra que toca bem, mas apenas em grupo, certamente ela também precisa melhorar mais porque sei que ela toca muito bem quando está animada. Adair era o que já esperava. Toca bem, mas é desesperado demais. O garoto precisa controlar a ansiedade, deixar a mão mais leve, olhar para a frente e tocar as notas com mais precisão. Rayane é outra que tem se esforçado muito, fez uma apresentação bem tímida, errou algumas notas mas tem grande futuro no grupo. Ainda faltam, Camila, Mariane, Fernanda, Fernando e Bianca.

Bem, nossa última apresentação me mostrou o seguinte. Confio muito mais no talento de vocês do que vocês se sentem seguros. Como assim? Quando arrisquei fazer um final quase diferente para o Beatles, ninguém errou. E quando improvisamos a música do Divino também foram ótimos. E olha que quando anunciei a música muitos do grupo me disseram: - Não, não! Ta louco, a gente só ensaiou uma vez.
Mas eu sabia que daríamos conta do recado, sabia que vocês não iriam me desapontar. Por que? Porque ali vocês estavam concentrados, estavam tocando naquele momento de coração aberto e sorriso no rosto. E quando estão assim, confio em que tudo sairá bem. Quem dera fosse assim em alguns ensaios. Infelizmente para isso acontecer tenho que brigar muito e deixar um clima pesado, o que desanima a tocar e desestimula a algo novo. Todas as vezes que criamos uma música nova sempre foi num clima de descontração, mas uma descontração organizada, em que nunca tive que brigar com ninguém. São nesses momentos que as idéias surgem. Lembro até hoje de como foi criado o Beatles e o Rock. Do nada, ali brincando com um grupo em frente ao ginásio tive a idéia de criar algo. E assim foi esse ano com o Hip Hop, embora ela já estivesse na minha mente; e mais precisamente com Carruagens de Fogo que saiu do mesmo jeito, meio que brincando. Mas para isso acontecer é importante ser organizado e manter o compromisso. Hoje infelizmente Jaime deu provas de que falta compromisso, e não é a primeira vez. Fiquei perplexo de ver que enquanto o grupo tocava direitinho e marchava, o garoto simplesmente deixara o instrumento e estava ensaiando estrelinha com Caroline. Também foi a gota d’água para Ana Jéssica, que se estava no grupo foi por consideração minha; pois ela falta aos ensaios, falta às apresentações e não se esforça muito. Também a Daniele pediu para ser transferida para as balizas; mas o esforço de ficar nessa ala é o mesmo de estar com o tarol. Vamos ver se ela se sai bem; torço para que dê tudo certo. Depois de pensar um pouco, decidi entregar um dos taróis à Tayná e convidar o aluno Júlio, da 8ª A para integrar à ala dos surdinhos. Essa ala, inclusive, já deveria ter providenciado as baquetas novas, mas ainda não mostraram serviço.

Espero que tudo caminhe para melhor. Tive dois meses de muitas conquistas e muitas alegrias com o grupo; mas de tempos para cá sinto um clima de oba-oba que atrapalha bastante. Como disse, é só olhar para nossos colegas de outras escolas e ver o quanto eles se aperfeiçoaram. A Fanfarra do Coleginho também cresce, mas a passos mais lentos que o previsto.

Um abraço a todos e até quarta-feira.